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Mostrando postagens de outubro, 2020

O Mar da Vida

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 "... Severino, retirante, jamais cruzei a nado; quando a maré esta cheia vejo passar muitos barcos, barcaças, alvarengas, muitas de grande calado..." (Morte e Vida Severina. João Cabral de Melo Neto.1955.) A vida é uma arte da qual somos meros coadjuvantes espelhando sentimentos e emoções, que as vezes como um barco parece velejar perdido no mar da solidão ou talvez no próprio mar de vida finita, somos eternos em coração e extinguíveis como um sopro de vento que balança as velas nos levando cada vez mais longe de terras conhecidas, para aguas que talvez um dia nem sonhamos em desbravar. "Vou pensando no mar, que daqui ainda estou vendo; em toda aquela gente numa terra tão viva morrendo. Através deste mar vou chegando a São Lourenço, que de longe é como ilha no horizonte de cana aparecendo; através deste mar, como um barco na corrente..." (O Rio. João Cabral de Melo Neto.1954). Assim como o mar quero poder encontrar caminhos que me levem ao longe, que eu possa velej...

Mulher de Fases

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 Ela é de fases: Em alguns momentos ela pode estar com medo e acuada por uma coisa até banal. Em outros ela pode lutar com garras e dentes, igual uma leoa com sede mortal por alcançar seus sonhos. Entre trivialidades talvez ela se perca em um misto de emoções que possam lhe tirar o sono. Ela é de fases: Ao mesmo tempo que sorri, pode chorar, ao mesmo tempo que grita, pode se calar, mas assim, num passe de mágica ela consegue mudar. Ela é de fases: Assim como a lua, ela muda seus ciclos, com os anos lhe vem a sabedoria e a vivência, com o passar do tempo lhe vem as marcas da vida, mas talvez lá no fundo, sua alma ainda se lembre da juventude e de como era bom ser criança. Ela é de fases: Ela se muta e transmuta quantas vezes forem possíveis, mas se há algo que ela sabe driblar é a dor e a tristeza, não que ela as evite, mas sim aprendeu a não se deixar dominar tão profundamente, o coração dói, sangra e parece até que vai falhar, mas tão estranhamente ele continua ali batendo forte e...

O Amor em Versos do Universo

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 Porque eles eram universos tão distintos, um era noite e o outro dia, um era amor e o outro poesia, tão distantes, mas tão próximos, envolvidos em um mundo particular, onde cabe seus versos. Ela era constelações brilhantes e ele um emaranhado de cores vibrantes. Sim, eram universos apaixonados, com versos sincronizados, onde se encaixam com perfeição e se completam. Ela toda escuridão e ele tão cheio de luz, tão perfeitos em suas imperfeições, que talvez seria loucura no verso amar dizer que não se encontra poesia, juntos formam o poema, numa escala tão cheia de temas, que no fim não se sabia o começo e muito menos onde era o final quando estes se perdiam em um abraço, amor também é laço!

A Minha Própria Luz

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 E como o findar do dia as estações se passam tão depressa quanto amores superficiais, é como se afogar em um manancial de solidão e se encontrar perdido em um oceano de sentimentos. É como ver o sol se escondendo entre as nuvens, se afogando em águas profundas de mares longínquos, se perdendo na imensidão azul do mais brilhante céu, assim como o sol adormece, quero adormecer em meio ao mais profundo amor próprio, me entorpecer pela beleza incrustrada em meu próprio ser, velejar no oceano profundo de minha própria alma, me entregar aos braços da felicidade e como a lua encontrar minha própria luz na vastidão do mundo, quero me perder dentro de mim mesma, não de forma que não encontre o caminho de volta, mas de forma a encontrar novos caminhos em minha alma, me entregando a cada parada e me dedicando a recriar as curvas do rio de alegria que um dia permiti secar, assim como o sol, vou me por ao entardecer de minhas primaveras e renascer no cair da noite brilhando em meu próprio faro...

A literatura é o amor em palavras

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  Eu quero mergulhar em sua vastidão azul, me perder em seu esplendor róseo e que no infinito de sua magnitude eu possa de fato encontrar a felicidade! No embalo do anoitecer eu me perco em meio as nuances de cores que só fazem enaltecer a obra prima da mãe natureza. Quero me embriagar no torpor avermelhado de um sol poente e me embalar no mais profundo oceano escuro onde brilham as estrelas.